Nossa comunidade deve destruir muros e construir jardins. Nós construímos muros para proteger nossas casas e acabamos por nos afastar. O profeta Zacarias em uma de suas visões ouve o Anjo lhe dizer: “Corra, vá dizer àquele moço que Jerusalém deve ficar sem muros, por causa da multidão de homens e animais que ela deverá acolher” (Zc 2,8).
Deus prefere plantar jardins. Os cheiros das flores atraí pessoas, seu perfume traz inúmeras sensações. São Paulo diz que devemos ser “perfumes de Deus” (2 Cor 2,15). Desta forma, se nossas comunidades plantam jardins, elas vão inevitavelmente atrair para que assim aja um desejo comum de desde cedo sentir o amor de Deus e a Ele elevar a alma (Cf. Sl 143,8).
O jardim é imagem de enamoramento do Amado no Cântico dos cânticos, tanto que a Amada canta dizendo, “soprem no meu jardim para espalhar seus perfumes. Entre o meu amado em seu jardim e coma de seus frutos saborosos!” (Cf. Ct 4,16). É no jardim que devemos lançar a semente, porque o Espírito quer fazer crescer (Cf. Lc 13,19) para saborearmos frutos de verdadeira conversão (Cf. Mt 3,12). É justamente de um jardim que o cheiro da salvação se espalhou pelo mundo (Cf. Jo 19,41). Foi pisando em rosas, lírios e jasmins que o Cristo ressuscitado apareceu a Maria Madalena. Dessa forma, somos chamados a ser o cheiro daquele que venceu a morte!
O profeta Isaías nos exorta a cuidar do jardim. Cuidado, cuidem do jardim para que não morra o que Deus plantou! Para isso, é necessário cultivar a vida no Espírito para que sua comunidade não se transforme em um “jardim sem água “ (Is 1,29).
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